Se estivesse a ponderar uma mudança profissional, não começaria por enviar currículos para todo o lado.
Antes de mais, organizaria uma lista com pessoas com quem trabalhei ao longo dos anos: colegas, gestores, clientes, fornecedores e parceiros. Pessoas que conhecem o meu percurso e que podem contribuir com perspectivas ou contatos relevantes.
Em seguida, procuraria agendar conversas breves com algumas dessas pessoas. Sempre que possível, presenciais. Caso contrário, um café virtual também cumpre o objetivo. O mais importante é restabelecer ligações de forma genuína, escutar o que o mercado tem a dizer e reforçar a minha presença.
Também daria atenção à minha rede académica: colegas de curso, antigos alunos da mesma instituição, professores com quem mantive uma boa relação. Pediria indicações, recomendações e, sempre que possível, apresentações a pessoas chaves do setor em que pretendo atuar.
No entanto, nada disto funciona se, ao longo da jornada, não forem cultivadas relações autênticas e estratégicas, baseadas na confiança e numa troca mútua.
Será que a sua rede profissional o reconhece como alguém a ser lembrado quando surgem boas oportunidades?
Escrito por
José Guilherme Farias
Mentor executivo. Atua nos mercados Brasil e Portugal, apoiando profissionais sêniores em transições de carreira.
