O erro de contratar a pensar apenas no curto prazo.
Um erro recorrente nas organizações é recrutar com base apenas nas necessidades imediatas e desvalorizar aquilo que está por vir. No contexto do mercado português, onde muitas empresas operam com estruturas reduzidas e recursos limitados, esta tendência têm-se tornado evidente. A necessidade de dar uma rápida resposta, leva frequentemente a decisões de contratação pouco estratégicas.
No entanto, integrar alguém na equipa sem considerar o impacto a curto médio prazo, torna-se um prejuízo maior. Desta forma, é importante antes de avançar com um processo de recrutamento, fazer algumas reflexões:
"Esta contratação irá contribuir para a sustentabilidade da equipa a médio e longo prazo, ou trata‑se apenas de responder a uma necessidade pontual?"
Quando o foco é exclusivamente o presente, as consequências surgem no imediato: aumento da rotatividade, desmotivação e perda de consistência no desempenho das equipas.
No mercado português, onde o talento especializado é cada vez mais escasso e a emigração, em busca de melhores condições tem vindo a crescer, a falta de estratégia e resposta impulsiva, poderá ter um impacto negativo significativo no desempenho da empresa.
Fazer uma boa contratação, não é reagir à pressão do momento. É garantir consistência, estabilidade e uma visão de longo prazo.
Neste momento pergunto, a sua equipa está preparada para o próximo ciclo de crescimento com as pessoas certas nos lugares certos ou faz sentido falarmos sobre como é que eu posso ajuda-lo a identificar a atrair os perfis que precisa?
Escrito por
José Guilherme Farias
Mentor executivo. Atua nos mercados Brasil e Portugal, apoiando profissionais sêniores em transições de carreira.
